O meu olhar percorre a sala
Enquanto a noite cospe a chuva
É o céu que agora escarra
Seu nojo sobre a terra
Torres de concreto e vidro
Nuvens encobrindo a lua
Semáforos, ruas molhadas
Refletem luzes de neon
Viaturas vão ao longe
Ambulâncias vão ao longe
Lentamente caminhamos rumo ao fim
A cada batida cardíaca
Toda vez que respiramos
O inconsciente e inevitável ato
De morrer aos poucos
Sem que percebamos
Cadáveres apodrecendo, crianças nascendo
O tempo trabalha
Devora
Enquanto nós dormimos
(Wilker Duarte)
Blog criado para que o autor possa vomitar sobre outras pessoas seus poemas e contos, baseados em delírios, medos e experiencias escatológicas.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Contraceptivos na gaveta
Contraceptivos na gaveta
Faz calor, abro a janela
Há pernilongos
Vodka barata
E um cinzeiro quase cheio
Guardanapos, camarões
Guarda-roupas, ilusões
De consumo
Conquista
Conforto
Um trago a mais um trago a menos
As pessoas que perdemos
Para a morte
Para amantes
Mais interessantes que nós
Faz Calor, fecho a janela
Há pernilongos
Vodka barata
E um cinzeiro quase cheio
Beatles, Beethoven, Barão vermelho
(Wilker Duarte)
Faz calor, abro a janela
Há pernilongos
Vodka barata
E um cinzeiro quase cheio
Guardanapos, camarões
Guarda-roupas, ilusões
De consumo
Conquista
Conforto
Um trago a mais um trago a menos
As pessoas que perdemos
Para a morte
Para amantes
Mais interessantes que nós
Faz Calor, fecho a janela
Há pernilongos
Vodka barata
E um cinzeiro quase cheio
Beatles, Beethoven, Barão vermelho
(Wilker Duarte)
Estranha Vida
Trafegam os carros, correm os homens
Como é estranha a vida!
A tarde azul, a rua cheia
E tanta solidão, tanto cansaço
Céus! Como evitar?
Os bares cheios de homens cheios
Do mesmo vazio
Observa, há cruzes em seus ombros!
E em silencio sofrem
E em segredo choram
São meus primos, meus pais e meus amigos
Meus irmãos que já morreram
Que ainda não nasceram
São meus filhos, são seus filhos
Eles são você e eu
(Wilker Duarte)
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